O Olórì Apẹná Ilèdí Ọba Rísà Brasil é o chefe maior entre os Apẹná, figura de autoridade ritual cuja função ultrapassa o ofício de escriba e alcança o comando cerimonial e disciplinar dentro da estrutura do culto tradicional yorùbá.
Com 11 anos de iniciação e dedicação ininterrupta aos mistérios de Ifá, Ogboni, Egúngún e Ẹgbẹ́, carrega não apenas iniciações, mas responsabilidades que apenas os escolhidos espiritualmente são capazes de sustentar. Como Bàbáláwo, detém o domínio do oráculo e da palavra sagrada; como Ọjẹ Egúngún, se torna guardião dos mortos e da ancestralidade viva; e como Olórì Apẹná, é o elo entre a tradição oral, a execução ritual e a ordem que mantém a casa em pé.
Seu título de Chefe dos Apẹná não é apenas reconhecimento formal, mas selo de confiança espiritual e política dentro da Ilèdí Ọba Rísà. Sob sua liderança, os preceitos são mantidos com rigor, os segredos são protegidos com fidelidade e a hierarquia se estrutura com base no respeito ancestral.
É ele quem define os caminhos dos rituais que envolvem o silêncio e a palavra, o segredo e a revelação. Sua escuta não é passiva: é filtro espiritual. Sua palavra não é comum: é instrumento de ordem.
Para saudá-lo, curva-se levemente a cabeça e diz-se: Ẹlẹ́yinjú Apẹná, Ẹ kú iṣẹ́ Olórì.
Essa saudação reconhece não apenas o escriba, mas o líder — o que vigia, coordena e executa com precisão tudo aquilo que o Òrìṣà determina.